sábado, 23 de fevereiro de 2013

CRIAÇÃO DE VAGAS NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO

A cada ano são publicados indices de desemprego e oferta de vagas no País, como aliás noticia o jornal O Globo de hoje http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/02/criacao-de-empregos-formais-soma-289-mil-em-janeiro-menor-em-4-anos.html. Muitos são os motivos que elevam os indices de desemprego: o mercado, a economia, a qualificação profissional, enfim, estes são os principais e mais enaltecidos, porém, ao meu ver criou-se uma redoma de vidro em volta de dois motivos cruéis e recorrente no Brasil, principalmente nos últimos anos.

Um destes motivos foi iniciado na década de 90 com a implementação do sistema de privatização das estatais brasileiras, que na época, aliás como nos dias de hoje, diziam ser necessárias para enfim, trazer qualidade, agilidade nos serviços prestados. Sendo assim, em nome da eficiência dos processos indústriais, comerciais foram extintas vagas em todos os setores da economia brasileira.

Em setores como indústrias, bancos públicos e privados, telefonia é comum vermos áreas que contavam com um determinado número de profissionais para garantir a execução de determinada tarefa operando hoje com menos da metade de pessoal existente antes do processo de privatização para dá conta da mesma tarefa, tarefas, que com o passar do tempo foram ficando mais complexas, mesmo com o advento da tecnologia.

A sociedade tem de intervi neste processo cruel, desumano e danoso a qualidade do que se produz no País, vejamos o que aconteceu com o sistema de telefonia por exemplo, foi privatizado, reduziu-se a mão de obra, aumentou-se a tecnologia e recebemos um produto final em nossas casas de péssima qualidade como ligações com ruídos e internet que cai a toda hora. O mesmo acontece com o sistema bancário com suas filas extensas e uso constante de artifícios pouco éticos com clientes como inclusão de produtos sem autorização em suas contas, com spreeds bancários astronômicos, enfim. Cito estes dois setores econômicos só porque são hoje os campeões em reclamações na prestação de seus serviços pelo seus usuários.

Agora assistimos a possibilidade de privatização do setor portuário brasileiro que hoje possui vários setores controlados pelo governo e ainda operando com os custos de exportação mais alto do mundo tornando o Brasil menos competitivo em relação as economias de países de praticamente todos os continentes, inclusive o Sul Americano.

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