domingo, 24 de fevereiro de 2013

O BRASIL AVANÇOU NOS 2 GOVERNOS PETISTAS?


Faltando um pouco mais de 1 ano para as eleições para escolha de deputados; senadores; governadores e presidente iniciaram-se já este ano o debate costumeiro e de ocasião. A pergunta que ecoa é o que realmente foi feito pelo governo petista nos 10 anos em que tem permanecido no poder?

Do lado de defesa petista vimos nos últimos dias comemorações com discursos entusiastas e com o lançamento de um artificio já tradicional de circulação interna do partido, a publicação de cartilhas. De certo que antes de está no poder estas cartilhas tinham não só o tom didático, mas, informava as mudanças de momento ocorridas no País e o que defendia o partido em relação ao assunto temas destas cartilhas, algo bem diferente da cartilha divulgada agora pelo partido, a cartilha agrega ao costumeiro tom didático um comparativo entre os governos PT X PSDB.

O lançamento da cartilha cominou com o discurso do senador-candidato Aécio Neves no senado intitulado os “13 fracassos do PT”. Seguindo na linha de defesa do senador Aécio Neves o colunista do O Globo Merval Pereira pública a coluna (http://oglobo.globo.com/blogs/blogdomerval/) intitulada avanços ilusórios, toda baseada nos estudo intitulado “Brasil negativado, Brasil Invertebrado: Legado de 2 governos do PT” realizado pelo professor titular de economia internacional da UFRJ Reinaldo Gonçalves. Neste estudo o professor afirma que aponta a desindustrialização; a reprimarização das exportações; a maior dependência tecnológica; a desnacionalização; a perda de competitividade internacional; a crescente vulnerabilidade externa estrutural; e a maior concentração de capital e política econômica marcada pela dominação financeira, como pontos negativos destes 10 anos de poder.

O interessante é lermos no mesmo jornal a coluna do Elio Gaspari intitulada “O melhor cabo eleitoral do PT é a oposição” (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/02/24/o-melhor-cabo-eleitoral-do-pt-a-oposicao-por-elio-gaspari-487497.asp) na coluna Elio comenta em um tom crítico a ambição do senador Aécio Neves em fazer com que o seu discurso surtisse o efeito do discurso do então candidato a eleição dos Estados Unidos na convenção Democrata americana em 2000, discurso que alavancou o nome do Obama como candidato democrata a eleição americana. Gaspari sugere que o discurso de Aécio tende a demorar a chegar a algum lugar quando o intitula como um pronunciamento pedestre.

Elio lembra que se a exibição das contradições morais, políticas e econômicas do comissariado levasse a algum lugar, Lula não teria sido reeleito, muito menos colocado os postes Dilma Rousseff no Planalto e Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo. O que segundo o colunista não garante o desejo do PSDB de alimentar a crença segundo a qual se uma pessoa ficar com duas vezes mais raiva do PT terá direito a dois votos nas próximas eleições. A coluna compara também, índices da educação, além, de lembrar o alto nível de gestão do governo PSDB em alguns estados e a da verdadeira inércia em outros estados, fato que, aliás, acontece com todos os partidos, lembrando a oposição que do outro lado da mesa estão às políticas sociais do governo e que admitir que algumas delas funcionassem, todo mundo lucra, sobretudo ela.

Enfim, tudo descrito até aqui deixa em um segundo plano o fato de que para que ações do executivo em qualquer nível floresçam, tem de haver uma ampla reforma política, não apenas de financiamento de campanhas, mas de consenso entre as partes de que os parlamentos funcionam como avaliadores de condutas políticas que elevem a capacidade do Brasil em atender toda a demanda da população e não um simples balcão de trocas de votos em votações que se realizadas ajudaria ao País a dá uma salto de qualidade impressionante, ao invés disso tornou-se comum ao parlamento brasileiro utilizarem o seguinte artificio: “se me derem três vinténs voto contigo também.”.

E você lembra qual o vereador, deputado, senador que votou na última eleição? Se lembrar de acompanha o que ele vem fazendo? Se acompanhar aprova o trabalho que ele vem desenvolvendo? Se não aprova cobra dele? Enfim, vale uma reflexão sincera e honesta de quanto de culpa do que vem acontecendo cabe a cada um de nós.

 

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