Faltando um pouco mais de 1
ano para as eleições para escolha de deputados; senadores; governadores e
presidente iniciaram-se já este ano o debate costumeiro e de ocasião. A
pergunta que ecoa é o que realmente foi feito pelo governo petista nos 10 anos
em que tem permanecido no poder?
Do lado de defesa petista
vimos nos últimos dias comemorações com discursos entusiastas e com o
lançamento de um artificio já tradicional de circulação interna do partido, a
publicação de cartilhas. De certo que antes de está no poder estas cartilhas
tinham não só o tom didático, mas, informava as mudanças de momento ocorridas
no País e o que defendia o partido em relação ao assunto temas destas
cartilhas, algo bem diferente da cartilha divulgada agora pelo partido, a
cartilha agrega ao costumeiro tom didático um comparativo entre os governos PT
X PSDB.
O lançamento da cartilha
cominou com o discurso do senador-candidato Aécio Neves no senado intitulado os
“13 fracassos do PT”. Seguindo na linha de defesa do senador Aécio Neves o
colunista do O Globo Merval Pereira pública a coluna (http://oglobo.globo.com/blogs/blogdomerval/)
intitulada avanços ilusórios, toda baseada nos estudo intitulado “Brasil
negativado, Brasil Invertebrado: Legado de 2 governos do PT” realizado pelo
professor titular de economia internacional da UFRJ Reinaldo Gonçalves. Neste estudo
o professor afirma que aponta a desindustrialização; a
reprimarização das exportações; a maior dependência tecnológica; a desnacionalização;
a perda de competitividade internacional; a crescente vulnerabilidade externa
estrutural; e a maior concentração de capital e política econômica marcada pela
dominação financeira, como pontos negativos destes 10 anos de poder.
O interessante é
lermos no mesmo jornal a coluna do Elio Gaspari intitulada “O melhor cabo
eleitoral do PT é a oposição” (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/02/24/o-melhor-cabo-eleitoral-do-pt-a-oposicao-por-elio-gaspari-487497.asp)
na coluna Elio comenta em um tom crítico a ambição do senador Aécio Neves em
fazer com que o seu discurso surtisse o efeito do discurso do então candidato a
eleição dos Estados Unidos na convenção Democrata americana em 2000, discurso
que alavancou o nome do Obama como candidato democrata a eleição americana. Gaspari
sugere que o discurso de Aécio tende a demorar a chegar a algum lugar quando o
intitula como um pronunciamento pedestre.
Elio lembra que se a exibição das
contradições morais, políticas e econômicas do comissariado levasse a algum
lugar, Lula não teria sido reeleito, muito menos colocado os postes Dilma
Rousseff no Planalto e Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo. O que
segundo o colunista não garante o desejo do PSDB de alimentar a crença segundo
a qual se uma pessoa ficar com duas vezes mais raiva do PT terá direito a dois
votos nas próximas eleições. A coluna compara também, índices da educação,
além, de lembrar o alto nível de gestão do governo PSDB em alguns estados e a
da verdadeira inércia em outros estados, fato que, aliás, acontece com todos os
partidos, lembrando a oposição que do outro lado da mesa estão às políticas sociais do
governo e que admitir que algumas delas funcionassem, todo mundo lucra,
sobretudo ela.
Enfim, tudo descrito até aqui deixa em um segundo
plano o fato de que para que ações do executivo em qualquer nível floresçam,
tem de haver uma ampla reforma política, não apenas de financiamento de
campanhas, mas de consenso entre as partes de que os parlamentos funcionam como
avaliadores de condutas políticas que elevem a capacidade do Brasil em atender
toda a demanda da população e não um simples balcão de trocas de votos em
votações que se realizadas ajudaria ao País a dá uma salto de qualidade
impressionante, ao invés disso tornou-se comum ao parlamento brasileiro utilizarem
o seguinte artificio: “se me derem três vinténs voto contigo também.”.
E você lembra qual o vereador, deputado, senador
que votou na última eleição? Se lembrar de acompanha o que ele vem fazendo? Se
acompanhar aprova o trabalho que ele vem desenvolvendo? Se não aprova cobra
dele? Enfim, vale uma reflexão sincera e honesta de quanto de culpa do que vem
acontecendo cabe a cada um de nós.

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