O dia 17 de abril, domingo, será
mais uma daquelas datas que entrarão para a história brasileira. O Congresso
Nacional decidirá pelo impeachment ou não da presidente da República Dilma Rousseff
eleita com mais de 54 milhões de votos na eleição presidencial de 2014, o
motivo do pedido de impedimento não é o uso do erário público para benefício
próprio, como foi o caso do impedimento do ex-presidente Fernando Collor na
década de 90, que comprovadamente utilizou dinheiro arrecadado para campanha,
em reformas na sua casa e na aquisição de um automóvel, o motivo do pedido de
impedimento de Dilma foi usar de um artifício contábil que foi denominado como “pedalada
fiscal”, que há anos é explorada por gestores públicos nas esferas municipais,
estaduais, e federal. Simplificando, o artifício fiscal utilizado foi o de
tirar dinheiro de uma estatal para garantir a manutenção de programas sociais
criados pelo governo. O valor utilizado para esse fim em 2014 foi devolvido à
estatal no início de 2015.
Na defesa do impedimento,
grupos recém-criados como o MBL e o Vamos pra Rua, além do principal partido
oposicionista PSDB, o DEM, o PMDB, que tem o vice na chapa de Dilma e que se
desvinculou do governo nas semanas decisivas ao desenrolar do processo e demais
partidos de oposição. Contrários ao impeachment, CUT, UNE , o partido da
presidente e alguns partidos aliados. Os dois lados acham que tem votos para saírem
vencedores no domingo.
O que na verdade cada um
defende? Qual a agenda que pretendem estabelecer? O MBL e o Vamos pra Rua que apareceram
como grupos apolíticos e com a proposta de serem contrários a todo e qualquer
tipo de corrupção, porém, com o passar do tempo, essa defesa foi se perdendo,
pois, passou a ficar visível o relacionamento estreito desses grupos com os
principais partidos de direita PSDB e DEM, historicamente envolvidos em
corrupção, inclusive, com a notícia de que ambos os grupos terão candidatos às
eleições municipais em 2016 defendendo um projeto neoliberal, doutrina que
defende a desestatização, terceirização da mão de obra e governar para o
mercado, bandeiras amplamente defendidas pela direita. Já a CUT e a UNE, duas instituições históricas
de defesa dos direitos dos trabalhadores e dos estudantes são contrárias ao impeachment,
e juntas a outros movimentos sociais defendem a defesa dos direitos de
trabalhadores, ameaçados com a aprovação no Congresso da PL 4330 que institui a
terceirização da mão de obra brasileira, e estudantes, buscam garantir a
manutenção de direitos conquistados na CLT, da manutenção dos direitos sociais
e da democracia.
Enfim! Qual o projeto você
defende? Qual projeto você quer a frente do Brasil?

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