quinta-feira, 14 de abril de 2016

IMPEACHMENT OU NÃO IMPEACHMENT

O dia 17 de abril, domingo, será mais uma daquelas datas que entrarão para a história brasileira. O Congresso Nacional decidirá pelo impeachment ou não da presidente da República Dilma Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos na eleição presidencial de 2014, o motivo do pedido de impedimento não é o uso do erário público para benefício próprio, como foi o caso do impedimento do ex-presidente Fernando Collor na década de 90, que comprovadamente utilizou dinheiro arrecadado para campanha, em reformas na sua casa e na aquisição de um automóvel, o motivo do pedido de impedimento de Dilma foi usar de um artifício contábil que foi denominado como “pedalada fiscal”, que há anos é explorada por gestores públicos nas esferas municipais, estaduais, e federal. Simplificando, o artifício fiscal utilizado foi o de tirar dinheiro de uma estatal para garantir a manutenção de programas sociais criados pelo governo. O valor utilizado para esse fim em 2014 foi devolvido à estatal no início de 2015.

Na defesa do impedimento, grupos recém-criados como o MBL e o Vamos pra Rua, além do principal partido oposicionista PSDB, o DEM, o PMDB, que tem o vice na chapa de Dilma e que se desvinculou do governo nas semanas decisivas ao desenrolar do processo e demais partidos de oposição. Contrários ao impeachment, CUT, UNE , o partido da presidente e alguns partidos aliados. Os dois lados acham que tem votos para saírem vencedores no domingo.

O que na verdade cada um defende? Qual a agenda que pretendem estabelecer? O MBL e o Vamos pra Rua que apareceram como grupos apolíticos e com a proposta de serem contrários a todo e qualquer tipo de corrupção, porém, com o passar do tempo, essa defesa foi se perdendo, pois, passou a ficar visível o relacionamento estreito desses grupos com os principais partidos de direita PSDB e DEM, historicamente envolvidos em corrupção, inclusive, com a notícia de que ambos os grupos terão candidatos às eleições municipais em 2016 defendendo um projeto neoliberal, doutrina que defende a desestatização, terceirização da mão de obra e governar para o mercado, bandeiras amplamente defendidas pela direita.  Já a CUT e a UNE, duas instituições históricas de defesa dos direitos dos trabalhadores e dos estudantes são contrárias ao impeachment, e juntas a outros movimentos sociais defendem a defesa dos direitos de trabalhadores, ameaçados com a aprovação no Congresso da PL 4330 que institui a terceirização da mão de obra brasileira, e estudantes, buscam garantir a manutenção de direitos conquistados na CLT, da manutenção dos direitos sociais e da democracia.  



Enfim! Qual o projeto você defende? Qual projeto você quer a frente do Brasil?

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