
Parece que a última pesquisa
nacional de intenções de votos realizadas pela CNT/MDA em que mostra a vitória
de Lula em todos os cenários para 2018 movimentou o Brasil. Até setores e
agentes da imprensa, críticos ao governo petista mostraram-se surpresos com os
números, a ponto do jornalista Ricardo Boechat se dizer surpreso em ver um
político que apanha tanto e ser tão exposto negativamente na imprensa por tanto
tempo continuar com tamanho carisma, o mesmo espanto talvez tenha sentido o
jornalista Elio Gaspari, do jornal o Globo, que intitula sua coluna desse
domingo de “A JARARACA ESTÁ VIVA E ENGORDOU”, usando o termo em que Lula
referiu-se a ele próprio quando em 2016, após ser levado a depor por condução
coercitiva, dizendo que dificilmente a Lava Jato matará a jararaca.
Fato é que recaem contra
Lula algumas acusações, porém, nenhuma delas ainda provada, o que aliado à forma
seletiva em que correm as exposições no processo da Lava Jato parece que aos
poucos vai fazendo o eleitor refletir sobre o atual momento brasileiro e até
aonde vai a credibilidade de quem julga e de quem delata nesse processo que se
arrasta por anos.
Para a oposição e aos
críticos de Lula e do PT restam torcer para que as denúncias imputadas a Lula
consigam ser provadas antes do pleito de 2018. Nos bastidores parece que já há
movimentos do STF de enfim, acabar com o foro privilegiado, o que em ocorrendo,
caso seja provado algo contra Lula, ele possa ser punido mesmo exercendo o cargo
de presidente, porém, o histórico em corrupção de membros de partidos de
direita, PMDB, PSDB, DEM, maioria no legislativo brasileiro, mostra que caso o
STF institua o fim do foro privilegiado, eles tendem a levar a discussão para
plenário e vetá-la.
Enquanto isso parece que o
crime para pegar Lula deixou de seu o tríplex e o sítio, por falta de provas, e
passou a ser o terreno da sede do Instituto Lula, diretores do Instituto
afirmam que o terreno onde o Instituo foi construído pertencia ao Instituto
Cidadania adquirido em 1991, já os delatores da Odebrecht alegam terem adquirido
um terreno em 2012 para ser repassado ao Instituto, porém, investigações da PF
indicam que o terreno nunca fora usado pelo Instituto. Porém, as delações vêm
se tornando frágeis a partir do momento em que os próprios juízes da Lava Jato
descobrem que delatores como o ex- diretor da Petrobrás Paulo Roberto da Costa
mentiu em sua delação. Quem garante 100% de veracidade das demais delações?
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