Qual seria o destino dos traficantes dos morros ocupados? Por que nunca há resistência nas ocupações? Os morros depois de ocupados ficam isentos das atividades do tráfico?
A resposta à primeira pergunta pode está em índices ainda não divulgados pela Secretaria de Segurança do Estado, não se vê um estudo detalhado da migração do tráfico no Estado, do crescimento das ações do trafico nas regiões do Estado e nem mesmo se as favelas ocupadas passaram a não ter nenhuma ação criminosa, como vendas de drogas, por exemplo, após, as ocupações. Pressupõe-se que uma localidade que tenha sido povoada pelas ações criminosas do tráfico por tanto tempo, tende a ter um perfil de consumidores de drogas considerável, porém, não se divulga o que está sendo feito com estes usuários. Até as reportagens nos lugares já ocupados cessaram, e quando ocorre alguma entrevista no local vai ao desencontro do tipo de jornalismo com a marca Tim Lopes de qualidade.
O fato de não haver resistência nas ocupações no ponto de vista da preservação da saúde física de todos os envolvidos é salutar, porém, está possível inércia dos lideres do tráfico poderia ser considerada suspeita no ponto de vista do vazamento de informação, porém, esta preocupação o Estado nunca terá, já que ele mesmo divulga a data, hora e o local da invasão sobre a justificativa de preservar os moradores das localidades ocupadas. Espera-se que tal justificativa tenha eficácia, mas, para onde vai à bandidagem dos morros ocupados? Seria fantasioso achar que na verdade eles continuam no mesmo local ocupado, tocando seus negócios? Seria fantasioso achar que por causa dos eventos esportivos que chegarão ao Rio de Janeiro fora criado um planejamento de cooperação Tráfico – Estado em prol de uma confortável garantia de segurança para a população e os visitantes que virão para estes eventos?
Se os morros realmente estão livres da ação do tráfico seria de grande ajuda que garantissem tratamento prioritário aos usuários das áreas ocupadas, com ações como as realizadas por ONGs como o AFROREGGAE e Viva Rio, porém, nem estas organizações pronunciam-se sobre o assunto.
Com certeza haverá a pergunta que todos buscam a resposta na agenda política dos candidatos ao governo estadual em 2014. QUAL O DESTINO DA BANDIDAGEM DOS MORROS OCUPADOS?
Nenhum comentário:
Postar um comentário