quinta-feira, 5 de março de 2015

AINDA CABE A PETETIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO NO BRASIL?

Montagem: Blog TudoMisturado
Incrível como PeTetizaram o tema corrupção no Brasil, até os ditos intelectuais de plantão, classificam o PT como o único, o mais corrupto, e fazem vista grossa para episódios de corrupção de partidos como o PSDB, o DEM, o PMDB e tantos outros. Pena a justiça brasileira ser tão acéfala e não aproveitar a criação da Lei 12846, que permite investigar pessoas jurídicas corruptas em crimes contra a administração pública, sancionada pela presidente Dilma, para abrir investigações em todo o País, em cada Prefeitura, em cada governo estadual. Só assim seria possível acreditar que há de fato, a real intenção de acabar com o sistema de corrupção que impera no Brasil, infelizmente, desde seu descobrimento. Quando comparam as siglas PT e PSDB, aguçasse ainda mais a tentativa de tornar um demônio e outro anjo, inclusive com seus atuais e mais evidentes personagens, Dilma tornou-se símbolo demoníaco, enquanto o Aécio foi elevado ao status de anjo, intocável, esquece-se, porém, que os atos administrativos do senador e de seu partido, quando governam e/ou governaram são indeléveis.

Como não se indignar com as acusações atribuídas a José Dirceu, ao João Paulo Cunha, ao Genoino, e demais integrantes do PT, no caso do mensalão? Mas, como não se indignar também com as acusações varridas para baixo do tapete, com aval do Procurador Geral Antônio Fernando de Souza, que engavetou o mensalão do PSDB, que mostrava claramente o envolvimento de políticos do PSDB e DEM em esquema milionário no processo de privatização de estatais de energia e telecomunicações brasileiras, conhecido como mensalão Tucano capitaneado pelo mesmo Marcos Valério, acusado de ser o mentor do mensalão Petista? Por que a CPI da SABESP, que investiga desvios na proporção dos desvios constatados na operação Lava Jato, segundo o presidente da CPI, o vereador Laércio Benko (PHS), não é coberta pela imprensa brasileira e cai no ostracismo em São Paulo? Por que não se fala da conta milionária do PSDB na Suíça, com desvio de recursos públicos da população de São Paulo? Por que o Ministro do STF Teori Zavascki não quebra logo o sigilo das informações da lista de políticos envolvidos na operação Lava Jato, que, aliás, me parece pequena dada a quantidade de parlamentares das duas casas legislativas e dá publicidade a lista? Qual o critério utilizado pelo Procurador Geral, Rodrigo Janot, para pedir o arquivamento do processo de sete integrantes da lista Lava Jato?

Como se não bastasse todas essas indagações, assistimos ao PMDB, que mama e mamou nas tetas públicas durante toda sua história posterior ao MDB, munido de seu extenso número de parlamentares, usar o cenário político atual para chantagear o planalto para manter privilégios, e de quebra surfar na onda de antiPetistas e antiDilmistas que se espalha nas redes sócias brasileiras, para parecer, aos olhos desses, como os defensores da ética e da moral, como se possível fosse, uma vez que dois dos seus atuais principais quadros figuram na lista de parlamentares envolvidos na operação Lava Jato, o presidente do Senado Renan Calheiros, que segundo a Revista “ISTO É”, pode ter embolsado mais de 3% do valor do esquema de corrupção na Petrobrás, e o presidente da Câmara, o deputado José Cunha, que essa semana articulou no congresso para que a CPI da Petrobrás não investigue governos anteriores, uma ação até bem entendida, uma vez que o PMDB foi parte integrante da base aliada dos governos anteriores ao governo do PT, fica claro o receio de que uma investigação mais profunda nos desvios na estatal, respingue no seu partido, o que pode acontecer assim mesmo, uma vez que o PMDB é aliado do governo Petista.

O descrito nesse texto em relação ao PMDB ganha força quando a possibilidade de defesa do deputado Eduardo Cunha, perante o STF, na investigação Lava Jato, é o ex-procurador Antonio Fernando de Souza, o mesmo que engavetou o mensalão do PSDB, e que o STF, mesmo com Joaquim Barbosa na sua presidência, só aceitou reabrir o caso, após, pressão popular, e mesmo assim, com as ações contra os réus prescritas, graças a longa espera pela a apreciação do processo pelo Supremo.  


Urge a necessidade de ações de combate a corrupção entre os poderes desse País, mas, com uma discussão séria, demonizando a pratica da corrupção e seus praticantes, seja em qual esfera e partido for. Com tudo descrito aqui, não cabe a Petetização da corrupção brasileira.

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