Hoje assistiremos mais um
capitulo da novela que se arrasta desde o último pleito eleitoral para o cargo
de Presidente no Brasil, e ao que parece, dependendo do cenário político, se
estenderá até 2018. Para uma expressiva parcela da população trata-se de um golpe
na democracia, enquanto outra parte acredita ser á o fim de uma era de
corrupção sistêmica. O fato é que nessa semana assistimos líderes da oposição nas
redes sociais convocando a população para participarem do ato, alegando que a
luta é para decretar o fim da corrupção no País, o que de fato é um
antagonismo, uma vez que todos eles, também tiveram seus nomes revelados nas
delações da Lava Jato. Por que rebem tratamento diferente? A resposta vale uma
postagem futura inteira.
Os dois lados tem suas
convicções e as defende amplamente nas diversas capitais do País, o que para um
sistema político democrático jovem como o brasileiro é uma conquista a
salientar, porém, o que acontecerá nas ruas hoje de certa maneira é imprevisível,
pois, os protestos acontecem em uma semana conturbada politicamente. Em menos
de dez dias tivemos o ex-presidente Lula sendo levado para depor em um
aeroporto, com um avião da Policia Federal aguardando para encaminhá-lo a Curitiba
onde se desdobra as intermináveis investigações da operação Lava Jato, teve
também o pedido de prisão preventiva do Lula pelo Ministério Público de São
Paulo, e tomamos o conhecimento da falsificação de assinatura realizada pelo
parlamentar Vinicius Gurgel (PR-AP), em uma tentativa clara de beneficiar o
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de ética na Câmara.
Os organizadores do ato
deste domingo acham que os acontecimentos com o ex-presidente Lula garantirá o
sucesso da manifestação. O que se espera realmente é que as manifestações
ocorram de uma forma democrática, respeitando o direito do próximo, mesmo que
esse próximo seja contrário ao que será defendido nas manifestações.

Nenhum comentário:
Postar um comentário